quinta-feira, 16 de outubro de 2014

ATIVIDADES DO CURSO DO SISMEDIO - PACTO PELO FORTALECIMENTO DO ENSINO MÉDIO

GESTÃO DEMOCRÁTICA DA EDUCAÇÃO OU GESTÃO DEMOCRÁTICA DA ESCOLA
(Caderno V página 12)
Cursista: Elcio Alberton 
Gerir democraticamente a escola, num contexto onde falta democracia na gestão da educação é um desafio que precisa ser superado com criatividade e competência. Envolver a comunidade escolar é muito mais  do que fazer reuniões onde todo mundo fala o que quer. Gerir democraticamente a educação implica exercitar o diálogo respeitando as diferenças em vista de processos que sejam efetivados no cotidiano onde não tenha lugar para estrelismos e exclusões. (Cf. BRASIL/MEC/SEB. 2004.p.26).
As ações executadas merecem passar por avaliação, o que não significa discussão sem propósitos, ataques pessoais, ou desvalorização do trabalho, mas oportunidade para que as próximas atividades não incorra  nos mesmos erros.
Fazer da participação uma ação democrática significa dialogar e deliberar coletivamente com respeito às posições divergentes. Criar mecanismos de participação supõe ultrapassar a fronteira da conversa piedosa sem chegar ao discurso raivoso da superposição de uns sobre outros onde existam vencedores e vencidos.

Gestão escolar implica criar e dar voz às instâncias deliberativas  e de representação de classe capazes de criar espaço de responsabilidade coletiva. 

ATIVIDADES DO CURSO DO SISMEDIO - PACTO PELO FORTALECIMENTO DO ENSINO MÉDIO

SITUAÇÕES VIVIDAS NA ESCOLA QUE PODEM SER OBJETO DE DECISÕES COLETIVAS

(Caderno V página 18)
Cursista: Elcio Alberton
Fazer acontecer gestão democrática, como já se disse no início deste caderno V, repetindo afirmações já feitas no caderno II embasadas na legislação vigente, implica mais do que colocar em prática o que determina a lei. No processo de formação inicial dos docentes e na formação continuada falta a percepção de que formação docente não pode se limitar a técnicas didáticas, pedagógicas e conhecimento de leis e princípios. Um dos sérios limites na educação é a formação humana, questões relativas ao SER do professor, à pessoa com suas limitações e necessidades humanas.
A capacidade de organizar reuniões e discussões que redundem em discussões produtivas e evitem posturas corporativas e a criação de grupos internos. Isso significa facilitar aos envolvidos a disposição para conversar sobre problemas do cotidiano com maturidade que não envolva interesses pessoais e favoritismos. Gestão democrática não se resume a realização de reuniões que não chegam a lugar nenhum. As discussões coletivas exigem capacidade de argumentação com conhecimento de causa, não basta todo mundo falar tudo, é precisa falar sabendo o que se diz, com fundamentos legais pedagógicos e humanos.
A função de quem dirige uma instituição escolar consiste também na capacidade de criar diálogo sincero entre as partes. Gestão democrática não permite “puxação de tapete”, “culto ao ego do chefe”, “insensação de personalidades”, “desconstrução da imagem alheia”.
Gestão democrática pede muito mais do que respostas rápidas, superficiais, atribuição de culpas e punições. Não faltam motivos para que se estabeleçam processos de gestão democrática coletiva e obviamente o primeiro deles reelaborar coletivamente e com ampla participação o PPP da Escola.
Em nossa escola algumas situações clamam por participação que se sobreponha a realização de reuniões onde todo mundo fala e se toma decisões corporativas.  Para elencar algumas conforme pede a tarefa:
1)            O que você sabe sobre a construção do plano de gestão escolar que foi apresentado pela diretora em abril de 2014?
2)            Como se deu o processo de escolha dos membros do Conselho Deliberativo da Escola? Quando ocorrem as reuniões quais foram os últimos encaminhamentos?
3)            Como se desenvolveu o processo de seleção dos professores orientadores de estudo no programa do SISMEDIO?
4)            Quem e com que critérios foram promovidos a discussão para implantação das “Provas de Recuperação Bimestral”. Do modo como estão sendo aplicadas contraria a resolução 158 do Conselho Estadual de Educação, sobre avaliação escolar. O Plano de Gestão Escolar (PGE) apresentado por nossa escola foi reprovado também neste particular.
5)            Houve alguma consulta à comunidade escolar para a criação do Grêmio Estudantil? Também neste ponto o PGE recebeu avaliação negativa.
6)            Quais critérios foram levados em conta na organização da comemoração dos 80 anos da escola que, embora impecável do ponto de vista organizacional, foi um desastre em termos de inclusão e de participação dos interessados?
7)            Nossa escola repete problemas há anos para os quais se apresentam as mesmas sugestões dadas pelas mesmas pessoas e aplicadas nos mesmo moldes que se mostram ano após ano ineficaz. O que fazer?
A conclusão desta reflexão não poderia ser de outra forma se não repetir a pergunta que encerra a atividade da página 18:
Que sugestões esse grupo poderia oferecer para que, em novas situações  ocorridas na escola, o processo de discussão e de deliberação possa acontecer?

A meu modo de ver a criação de espaços onde a palavra seja ouvida integralmente com conclusões firmadas em princípios legais e com capacidade para vencer os estrelismos e favoritismos muito presentes no cotidiano da escola, em que algumas situações beiram o ridículo da “lei de Gerson”.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

ATIVIDADES DO CURSO DO SISMEDIO - PACTO PELO FORTALECIMENTO DO ENSINO MÉDIO

OPS, VAMOS TECLAR?
(Atividade relativa ao Caderno II página 29)



 Cursista: Elcio Alberton
As discussões  sobre o conflito de gerações são um tema muito querido por psicólogos, psicoterapeutas, educadores familiares, religiosos e uma infinidade de outros profissionais que lidam com relações familiares.
O pano de fundo desta que é uma situação delicada para a vivência cordial e responsável no interior das famílias ganhou um inimigo muito poderoso com o advento das redes sociais.
Dá para contar nos dedos a família que não tenha pelo menos 2 aparelhos celulares em casa. O acesso às redes sociais é também uma realidade em pelo menos 85% das residências brasileiras.
Não precisa ser muito instigador para dar-se conta que qualquer aglomerado de jovens está permeado pela troca de informações digitais. Esta fantástica forma de comunicação revela personalidades e esconde interesses que são maquiados pelos bordões característicos dos grupos.
Raramente uma pessoa que não faz parte do grupo consegue entrar na roda de conversas e muito menos entender as gírias utilizadas por eles. Com muita insistência pode ser que um adulto consiga trocar qualquer informação que seja restrita aos grupos.
Com boa dose de habilidade será possível estabelecer alguma relação e eventualmente falar sobre temas relativos ao cotidiano da escola e do dia a dia dos estudantes bem como sua relação com a comunidade escolar.
O uso das redes sociais pelos professores para contato com alunos quase sempre é entendida como uma invasão na  sua privacidade. É muito comum as turmas organizarem grupos entre si, mas não aceitar neles a presença dos professores e dos pais.
Sem querer os pais acabam facilitando a falta de diálogo entre os pares. Recentemente ouvi  uma mãe empolgada dizendo que havia finalmente entrado na cultura digital e que agora se sentia muito bem pois, pela manhã e no horário das refeições enviava um whatsapp para os filhos que estavam em distintos ambientes da casa,  informando e convidando-os para o evento em referência.
De algum modo, a sociedade que se diz madura e responsável pelos jovens também perdeu a importância do diálogo presencial e facilitou a comunicação que “aproxima o que está longe e isola quem está perto”.
A Experiência com a dança do passinho foi uma maneira encontrada para fazer convergir as diferentes linguagens na escola repleta de muitos saberes. Sintonizar os interesses dos vários membros da comunidade escolar continua sendo um dos grandes desafios para a escola e para os educadores.
Muito mais difícil ainda é descobrir o ponto de partida, ou seja, aquilo que os alunos já sabem, e muitas vezes, mais que os professores, para proporcionar uma socialização de outros saberes que façam convergir os diversos interesses.  

ATIVIDADES DO CURSO DO SISMEDIO - PACTO PELO FORTALECIMENTO DO ENSINO MÉDIO

CURRÍCULO ENSINADO E CURRÍCULO VIVENCIADO
Caderno III – página 44


Cursista: Elcio Alberton
“Organize uma roda de diálogo com os jovens alunos da escola e com seus colegas professores; – sobre o currículo da escola; sobre o currículo vivido por estes alunos; sobre o sentido do conhecimento escolar, das experiências vividas mediadas por esse conhecimento e sobre a necessidade de outros conhecimentos e abordagens; conduza de modo a fazer emergir propostas, sugestões de outros encaminhamentos para o currículo, para as disciplinas e para outros arranjos curriculares, considerando as dimensões do trabalho, da ciência, da cultura e da tecnologia”.
Um dos desafios mais pertinentes das comunidades escolares reside na efetiva participação dos sujeitos no processo de construção da escola e da gestão escolar. Também no que se refere ao currículo no sentido  de experiências vividas e construídas pelos interessados no processo igualmente se apresenta enorme  defasagem histórica e pedagógica.
Normalmente os projetos e programas educacionais são desenvolvidos para os alunos e raramente com eles. Mesmo em escolas onde acontecem diversos projetos de interação multidisciplinar estas ações podem se enquadrar na máxima romana do “pão e circo”. Em outra dimensão elas são apenas ações culturais destinadas a oferecer aos alunos oportunidades diferenciadas de estar na escola.
A rigor o problema da participação é o maior gargalo das propostas e matrizes curriculares e disciplinares nas unidades escolares. Antes mesmo que os alunos iniciem o processo de construção de arranjos curriculares nas dimensões do trabalho, da ciência, da cultura e da tecnologia há que se construírem espaços de gestão democrática.
A despeito do foco oferecido pelo texto dos cadernos de formação do SISMEDIO, nenhuma das atividades sugeridas pelos cadernos foi desenvolvida pelo grupo de cursistas, nem mesmo em caráter precário. 

ENSINO/APRENDIZAGEM PARA A VIDA
Caderno III – página 35
 Cursista: Elcio Alberton

“Em vista dessa consideração, escreva um texto no qual você evidencie as contribuições do que você ensina para o desenvolvimento da autonomia intelectual e moral de seus alunos”.
Considerando as finalidades do Ensino Médio (EM) na disciplina de filosofia procuramos ler e analisar os temas e textos da história da filosofia com o cotidiano dos alunos. O resgate dos textos de diversos filósofos a reflexão deles de forma não linear estabelecendo uma interconexão com o cotidiano do aluno, respeitando a interdisciplinaridade dentro da própria área temática e com as demais disciplinas tem sido uma constante no programa de conteúdos da disciplina de filosofia durante todo o ano de 2014.
O respeito pela matriz curricular e a avaliação  das atividades levando em conta o comprometimento do aluno na realização de cada uma delas de modo a contemplar um conjunto orgânico da vida do aluno  para vida dele na sociedade.
Tanto os momentos presenciais quanto as produções dos alunos em sala de aula e extraclasse são diversificadas utilizando diferenciadas formas de linguagem com uso frequente das Tecnologias Digitais de Comunicação e Informação.

Como não poderia deixar de ser o desenvolvimento do pensamento crítico e do raciocínio lógico com perguntas que relacionam os saberes teóricos com os desafios da vida profissional em que estão inseridos os alunos.

ATIVIDADE DO SISMEDIO MÓDULO III PÁGINA 27
CONVERSANDO SOBRE AS DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS
 Cursista: Elcio Alberton

Quais as proposições que mais geraram debate? A que você atribui que tenham sido essas as questões mais polêmicas?
Faça o registro dessa atividade e socialize com os demais professores cursistas.
Compreender a educação como um processo de produção e socialização da cultura e da vida é um dos desafios mais pertinentes no cotidiano das escolas. Compreender a escola não como uma “alfândega” repleta de regras, normas, de segmentos e uniformemente pensada que não permite adequação dos modos de aprendizagem é uma meta que mira a reinvenção ou ressignificação da escola.
Centrar a escola no diálogo, na colaboração, nas pessoas e na aprendizagem implica estabelecer novos referenciais que valorizem e reconheçam as diferenças tendo foco no Projeto Político Pedagógico (PPP) construído com ampla participação de todos os segmentos da comunidade escolar.
A superação da fragmentação curricular e a garantia da permanência, da aprendizagem vislumbrando a conclusão dos estudos  ainda estão longe da unanimidade pensante no mundo da educação. Promover a reflexão crítica com apropriação de referências capazes de mirar a continuidade dos estudos e a preparação básica para o trabalho com exercício da cidadania.

A compreensão do que seja transversalidade entre eixos temáticos, disciplinas e áreas do conhecimento sem dilui ou excluir os componentes curriculares  mas garantindo a construção de relações fortalecidas da ciência com a cultura e a realidade, continuam sendo desafios para aplicar a DCNEM.


ATIVIDADE DA PÁGINA 17 DO MÓDULO III – DO SISMEDIO
Cursista: Elcio Alberton

Que relações existem entre o que eu ensino e o mundo do trabalho, da ciência, da tecnologia da cultura? Registre esse debate e compartilhe as
conclusões em suas redes de contato.
DCNEM:
Art. 13. As unidades escolares devem ter presente na organização curricular:
I - as dimensões do trabalho, da ciência, da tecnologia e da cultura como eixo integrador
entre os conhecimentos de distintas naturezas, contextualizando-os em sua dimensão histórica
e em relação ao contexto social contemporâneo;
No cotidiano da escola a relação de conteúdos dados como informação aos alunos está completamente alheio á realidade do mundo do trabalho. Não obstante a matriz curricular do ensino médio inovador contemplar a disciplina de “Empreendedorismo”, nem alunos nem o corpo docente de clareza da sua finalidade e das implicações que esta temática tem para o cotidiano da escola e da comunidade escolar.
É quase impossível fazer uma relação entre empregabilidade e educação. Mesmo constatando diariamente a perca de alunos do ensino médio em tempo integral que trocam de escola ou turno para ingressar no mercado de trabalho, os professores continuam afirmando que um dos problemas do País é a falta de emprego. Não é raro, na escola que oferece ensino médio em tempo integral, encontrar nos corredores, nas salas de aula e nos murais avisos com estas palavras: “Contrata-se jovens maiores de 16 anos para trabalho temporário”.
Nem mesmo na disciplina de sociologia se faz qualquer trabalho sobre a relação emprego, trabalho, remuneração, direito trabalhista e garantias sociais. Nossos alunos e poucos professores sabem falar com desenvoltura sobre a carga tributária que incide sobre a folha de pagamento. Raramente um professor sabe falar sobre garantias sociais na relação trabalho e emprego.
Em relação à tecnologia, recente pesquisa, realizada na escola constatou que nem alunos, nem professores utilizam os recursos tecnológicos para a produção de conhecimento ou para o intercâmbio cultural. A maioria absoluta constatou que usa a internet para pesquisa genérica.
Curiosamente o próprio SISMEDIO que oferece todo o material na forma digital, algumas vezes tem dificuldade de ser realizada uma fase presencial, porque as apostilas não foram impressas. Note-se que um grupo com mais de 60 professores participando do projeto, não há socializações virtuais do conhecimento produzido.

Diante destas evidências não parece temeroso afirmar que entre o que se ensina, o mundo do trabalho, a ciência e a tecnologia a relação está há anos luz. 

ATIVIDADES DO CURSO DO SISMEDIO - PACTO PELO FORTALECIMENTO DO ENSINO MÉDIO

ESCOLA DE EDUCAÇÃO BÁSICA PROFESSORA ADELINA RÉGIS
VIDEIRA –SC
PACTO PELO FORTALECIMENTO DO ENSINO MÉDIO
CURSISTA: ELCIO ALBERTON
ATIVIDADE DO CADERNO IV – Página 17
EDUCAÇÃO ALIMENTAR UMA LIÇÃO DE VIDA
Justificativa:
Dentre as finalidades do ensino médio, de acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Médio (DCNEM), destaca-se a continuidade dos estudos, a preparação para o trabalho e o exercício da cidadania. Neste sentido, tratar da Educação Alimentar e Nutricional se constitui numa forma de exercício da cidadania.
Objetivo Geral:
Desenvolver de forma integrada na unidade escolar um projeto de educação alimentar e nutricional que facilite a superação de políticas curriculares fragmentadas e que seja capaz de promover uma reflexão crítica sobre os padrões culturais da comunidade escolar.
Objetivos Específicos:
Provocar nos alunos o interesse pelo conhecimento dos produtos que compõe a alimentação escolar;
Estimular na comunidade escolar a preocupação com o trabalho que envolve a produção do que é oferecido na alimentação escolar;
Valorizar a alimentação escolar como instrumento promotor de educação alimentar;
Proporcionar a análise crítica sobre custos de produção e valor nutricional dos alimentos que compõe o cardápio da alimentação escolar;
Estratégias:
Por meio de uma palestra com alunos e professores da unidade escolar sobre o papel da agricultura familiar na alimentação escolar. Na continuidade solicitar à nutricionista da empresa fornecedora da merenda escolar uma entrevista sobre os valores nutricionais da merenda escolar. Neste contexto garantir aos alunos o acesso aos produtos disponibilizados para o cardápio da merenda escolar permitindo que conheçam os componentes in natura e que serão oferecidos processados e cozidos para as refeições na escola.
Atividades:
1)      Palestra com o Coordenador do Sindicato da Agricultura Familiar de Dionísio Cerqueira;
2)      Realização de entrevista com a nutricionista da empresa NUTRIPLUS;
3)      Assistir ao vídeo O caminho da segurança alimentar no Brasil;
4)      Produção de um vídeo com depoimentos de alunos, professores, gestores e merendeiras da escola sobre a alimentação escolar;
Áreas envolvidas
Ciências Humanas: (Sociologia, Filosofia, História e Geografia) – organização da palestra e dos espaços para o evento. Proporcionar espaço de discussão sobre a história da agricultura familiar os espaços geográficos ocupados por esta forma de produção alimentar. Questionar com a comunidade escolar as implicações sociais e laborais da população envolvida na agricultura familiar.
Matemática: Realizar cálculos com percentuais dos valores nominais da produção e comercialização dos produtos da agricultura familiar, incluindo áreas onde são produzidos e importância para a economia local;
Ciências da Natureza: (Química, Física, Biologia) – Estudar com os alunos a composição nutricional dos alimentos em física considerarem os processos de aceleração e movimentos no processo de produção, transporte e armazenamento da alimentação escolar. Em química tratar questões relativas massa molar, volume molar, quantidade de matéria e cálculos estequiométricos.
Avaliação:
Produzir com a comunidade escolar uma proposta de cardápio para a alimentação escolar considerando os hábitos alimentares da comunidade local e que leve em conta a utilização dos produtos da agricultura familiar na região.
Publicar o cardápio no blog da escola permitindo que sua socialização provoque comentários sobre os temas tratados em sala de aula.
Bibliografia:
1)      CONSUMO SUSTENTÁVEL: Manual de educação. http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/publicacao8.pdf, acesso em 11/10/2014. Brasília: Consumers International/ MMA/ MEC/ IDEC, 2005. 160 p.
2)      REVISTA MUNDO JOVEM, Porto Alegre, PUCRS, Agosto de 2014, página 17.


3)      O caminho da segurança alimentar no Brasil. https://www.youtube.com/watch?v=1sHrxvC73GE, acesso em 10/10/2014

ATIVIDADES DO CURSO DO SISMEDIO - PACTO PELO FORTALECIMENTO DO ENSINO MÉDIO

CARTA AOS ESTUDANTES

ATIVIDADE RELATIVA AO CADERNO II PÁGINA 60 
CURSISTA: ELCIO ALBERTON
Olá bonito(a)!
Hoje quero falar com  Você.
Você aluno(a) é inteligente e capaz de perceber o esforço que o professor tem feito para estar próximo das suas necessidades. Você sabe que muitas vezes tento  aproximação com uma palavra que até parece “deboche”. Outras vezes arrisco uma proximidade física, tento acariciar seu rosto, brincar com seu cabelo, bater no seu ombro. Não poucas vezes fui mal interpretado em todas essas iniciativas.
Você também sabe que tenho feito esforço significativo para compreender suas dificuldades e particularidades, mas que também sou exigente e algumas vezes intransigente. Prazos, qualidade das atividades, cumprimento de horários, cuidado com o material didático para a matéria são quase uma obsessão para mim. 
Para quem foi meu aluno em 2013, percebeu que fiz uma mudança radical no modo de me relacionar com os alunos e na didática das aulas. Neste ano a preparação dos conteúdos, os exercícios, o  contrato pedagógico que estabelecemos no início do ano, a alteração do contrato no segundo semestre com a organização das equipes de trabalho foram todas iniciativas que ajudaram no desempenho de nossa atividade e na melhora das relações entre nós.
Mas, apesar disso percebo que ainda estamos com dificuldade de falar a mesma linguagem, algumas vezes parece que falo “grego” ou “mandarim”. Tenho muita vontade de conhecer melhor você, saber das suas dificuldades e ser um “ombro amigo”. Ganhar sua confiança!
Você sabe que sempre fui um entusiasta em relação ao uso das tecnologias digitais de comunicação. Vou lhe fazer um desafio e confiar na sua seriedade. Ao final desta carta faça comentários, pode ser anônimo. Diga o que Você quer que o professor modifique no seu modo de trabalhar para ajudá-lo, bem como para colaborar com as próximas gerações de alunos que terão contato conosco.
Afinal de contas o principal objetivo do professor e da escola é facilitar ao aluno(a) aprender e que permanecendo na escola ele(a) conclua com sucesso o ensino médio. Vamos procurar juntos um caminho para ter mais êxito nessa empreitada.
Conto com Você!
Professor Elcio Alberton

ATIVIDADES DO CURSO DO SISMEDIO - PACTO PELO FORTALECIMENTO DO ENSINO MÉDIO

ELEIÇÕES GERAIS NO BRASIL EM 2014
Atividade do caderno IV página 37
Elaboração de uma proposta curricular integrada
CURSISTA: ELCIO ALBERTON


ELABORAÇÃO
RESULTADO
As eleições de 2014, no Brasil se constituem no mais importante processo de redemocratização do País desde a década de 1980. Neste processo está presente o voto facultativo aos jovens entre 16 e 18 anos que vem criando  uma cultura de participação envolvendo questões econômicas como o financiamento de campanhas, a adoção da urna eletrônica e do voto digital. No processo eleitoral são discutida a ocupação e distribuição do solo, bem como a produção e distribuição de renda.
1)      Estudar os momentos na história do País em que houve eleições livres;
2)      Tratar da participação da sociedade e da importância dos MCS no processo de decisão do voto;
3)      Realizar cálculos a partir dos números e das pessoas envolvidas e beneficiadas com os financiamentos de campanha;
4)      Tratar das questões da produção com preservação  e distribuição de renda;
5)      Analisar do ponto de vista gramatical os discursos e aforismos dos candidatos;
6)      Estudar as repercussões internacionais dos fatos que marcam  vida política nacional;
Fundamentação teórica, com base na pesquisa bibliográfica sobre os temas.
Estudar questões relativas à democracia, cidadania, teorias de trabalho e emprego, percentagem e cálculos, implicações físicas das mudanças climáticas decorrentes da infraestrutura básica para o País, semântica, interpretação de texto, densidade demográfica, leis da inércia.
Considerar quais componentes curriculares precisará dedicar mais tempo em cada área temática para o estudo do fato.
Associar os conteúdos propostos com o envolvimento dos alunos e da comunidade escolar no processo de delegação de poder aos candidatos que se apresentaram para os diversos cargos no pleito.
Facilitar aos educandos compreender as questões da democracia, da cidadania, da escola, com a gestão democrática da escola, grêmios e órgãos representativos dos estudantes, das associações de moradores e clubes de serviço.
Levar os educandos a interagir com o processo eleitoral e com os diversos processos de gestão democrática que estão ou deveriam estar presentes no seu cotidiano.
Perceber que além dos aspectos já tratados no todo desta compreensão conceitual, outras áreas do conhecimento também podem ter sua participação neste aprendizado.
Promover com os estudantes um debate sobre gestão democrática na escola e organização de organismos representativos da comunidade escolar.

ATIVIDADES DO CURSO DO SISMEDIO - PACTO PELO FORTALECIMENTO DO ENSINO MÉDIO

HISTORIANDO COM  UMA OCTOGENÁRIA SENHORA
(Caderno IV página 45)
Cursista: Elcio Alberton
Justificativa:
A Escola de Educação Básica Professora Adelina Régis, completa em 2014 80 anos de serviço à educação e à cultura videirenses. O resgate desta história pode passar sim pelos prédios e construções deste período. Mas muito mais importante que isso seria fazer um apanhado histórico que levasse em conta o contexto histórico, econômico, sociológico no qual esta escola esteve inserida.
Em busca de Joaquim Venâncio poderia inspirar um resgate histórico sobre as razões para  uma escola pública na vila de Perdizes onde no mesmo ano se instalava a grande empresa Ponzoni e Brandalise, que deu origem à Perdigão e atualmente brf.
Não demorou muito tempo para que a Escola se tornasse o ponto de referência na educação dos videirenses.
O resgate histórico de fatos que envolveram a escola, nome e situação do corpo docente, alunos que passaram pela instituição, disciplinas, currículo, tempo de permanência na escola, conteúdos disciplinares e modalidades de ensino oferecido. Seria uma boa proposta curricular interdisciplinar para este processo de historiar.
Uma proposta como essa interessaria a todas as  áreas temáticas com conteúdos específicos para cada disciplina. Mais do que prédios, paredes, incêndio, é importante considerar as vidas que passaram pela Escola nestes 80 anos.
O Desenvolvimento econômico, social e populacional de Videira fez com que a Escola se tornasse o sonho de consumo de muitos, que acabou restrito à camada social mais privilegiada da sociedade. Sua localização na área central da cidade, o número de vagas, a falta de transporte público das regiões mais afastadas deram ao Adelina Régis o status  de uma escola de elite. Compreensão difícil de ser alterada agora que as camadas populares tem acesso ao ensino médio.
“Quem mexeu no meu queijo” é uma pergunta que não encontra resposta para uma escola em tempo integral na qual o PPP, a proposta curricular, os conselhos e as instituições representativas estão longe de levar em conta o tempo político, o tempo institucional, e o tempo escolar.
Historiando com uma Octogenária Senhora poderia ser um desafio curricular para melhorar a comunicação, incrementar a adesão voluntária e a participação da comunidade no cotidiano da escola.
Discutir a história da escola exige de toda que toda a comunidade escolar seja ouvida nos processos de sistematização e construção do conhecimento histórico, e que está dentro de um contexto muito mais amplo capaz de abranger todas as áreas de conhecimento.


Isto significa capacidade para pensar, discutir,  e realizar coletivamente o que se faz, sem as aberrações que beiram a compreensão de que uma parte da escola é “macaco”.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

ATIVIDADE DO CURSO DE PÓS GRADUAÇÃO EM CULTURA DIGITAL

CONSTRUINDO UM RETRATO A PARTIR DE UM NÃO RETRATO
As inúmeras teorias sobre a origem e desenvolvimento do universo das espécies vivas e do próprio ser humano estão sendo superadas constantemente e cada vez mais as pesquisas indicam que Sócrates tinha razão ao afirmar: “Só sei que nada sei”, mas é certo também que o próprio ser humano vai se reconhecendo como um sujeito que se redescobre a cada dia.
Os desafios e as mudanças são o foco das discussões contemporâneas e nesse turbilhão de muitas respostas para poucas perguntas a educação se vê imersa num mundo de incertezas. Desta maneira se torna cada vez menos possível fundamentar algumas práticas em teorias tradicionais que sempre deram certo.
A escola está desafiada a romper com os paradigmas que nortearam sua existência desde o princípio sob a condição de perder o lugar que conquistou a duras penas no seio das sociedades. Está claro, porém, que esta quebra de paradigmas ainda vai gerar muito desconforto antes que a “língua digital” seja entendida por um mundo que pouco sabe sobre comunicação analógica.
Para construir o retrato da nossa escola contamos com a contribuição de professores, gestores e alunos que fazendo uso do modo mais elementar possível, responderam a um questionário com alternativas de múltipla escolha, as quais foram depois tabuladas e publicadas neste texto na forma de gráficos e tabelas.
De um modo geral a diferença de compreensão sobre o que é “cultura digital” entre os alunos e professores é abissal, o que parafraseando um texto bíblico pode ser expresso assim: “tão mais longe está a compreensão de uns e de outros sobre cultura digital, quanto longe estão o céu e a terra”.
Num roteiro com sete questões aplicado a professores e gestores,  e outro com o mesmo número de questões chegou-se aos percentuais representado nos gráficos. Analisando os questionários será possível perceber que todas as perguntas apresentam uma alternativa obvia, uma absurda e três medianas sobre as quais recaíram também respostas de modo indistinto.
As respostas dos alunos foram majoritariamente em maior porcentagem dadas nas alternativas óbvias, enquanto que gestores e professores divagaram de modo mais expressivo. É com base nesta situação que o título deste artigo encontra sua justificativa: “Construindo um retrato a partir de um não retrato”.
Nossa escola tem pouco mais de 800 alunos e cerca de 60 professores incluindo aí a equipe  gestora. Participaram da pesquisa 20,58% do total de alunos e 22,05% dos professores e gestores. Para melhor compreender o pensamento das categorias as questões e gráficos estão apresentados em duas colunas a partir da próxima página para as mesmas questões.
  


GRÁFICO 1 - QUESTIONÁRIO APLICADO AOS ALUNOS:

1) Você entende por cultura digital:
a) Fazer uso computadores, tabletes, celulares;
b) Produção e transmissão de mensagens;
c) Comunicar-se virtualmente;
d) Produção e transmissão de conhecimentos por meio virtual;
e) Nenhuma das opções anteriores;

GRAFICO 2 QUESTIONÁRIO APLICADO AOS PROFESSORES
1) Você entende por  cultura digital:
a) Fazer uso  computadores, tabletes, celulares;
b)Produção e transmissão de mensagens;
c)Comunicar-se virtualmente;
d)Produção e transmissão de conhecimentos por meio virtual;
e)Nenhuma das opções anteriores;

Gráfico 1                                                                                                      Gráfico 2 


Na primeira questão há uma semelhança entre a opinião de alunos e professores sobre o tema, respeitando-se a proporcionalidade entre eles. Na tabela dos professores 10% significa totalidade.


 GRÁFICO 1 - QUESTIONÁRIO APLICADO AOS ALUNOS
2) Sua postura pessoal em relação ao uso das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC) [ é:
a) São mais um recurso didático que se soma aos já existentes na escola;
b) São recursos didáticos e pedagógicos muito necessários, mas pouco utilizados;
c) São recursos didáticos e pedagógicos muito necessários, mas mal utilizados;
d) São recursos didáticos e pedagógicos muito necessários, mas pouco conhecidos;
e) São recursos didáticos e pedagógicos bem explorados e muito bem utilizados no cotidiano da escola;
 GRÁFICO 2 - QUESTIONÁRIO APLICADO AOS PROFESSORES E GESTORES
2) Sua opinião em relação ao uso das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC)  é:
a) São mais um recurso didático que se soma aos já existentes na escola;
b) São recursos didáticos e pedagógicos muito necessários, mas pouco utilizados;
c) São recursos didáticos e pedagógicos muito necessários, mas mal utilizados;
d) São recursos didáticos e pedagógicos muito necessários, mas pouco conhecidos;
e) São recursos didáticos e pedagógicos bem explorados e bem utilizados no cotidiano da escola;

Gráfico 1                                                                                                          Gráfico 2

 Observe que na segunda questão as respostas se diferenciam significativamente. Enquanto os alunos afirmam que os recursos são pouco e mal utilizados, os professores tem na mesma proporção da pouca utilização a compreensão de que se trata de apenas mais uma ferramenta.
GRÁFICO 1 - QUESTIONÁRIO APLICADO AOS ALUNOS
3) Nas aulas e nas atividades fora da sala de aula, você utiliza quais recursos da cultura digital:
a) Redes sociais;
b) Correio eletrônico;
c) Páginas da WEB;
d) Blog;
e) Nenhuma das opções;

 GRÁFICO 2 - QUESTIONÁRIO APLICADO AOS PROFESSORES E GESTORES
3) Na sua prática pedagógica quais recursos da cultura digital utiliza:
a) Redes sociais;
b) Correio eletrônico;
c) Páginas da WEB;
d) Blog;
e) Nenhuma das opções;
Gráfico 1
Gráfico 2




Na terceira questão convergem as respostas de professores e alunos no que se refere à navegação em páginas da WEB, ficando por conta dos alunos o uso de redes sociais. Nenhum deles serve-se do correio eletrônico como uma forma significativa de comunicação.
GRÁFICO 1 - QUESTIONÁRIO APLICADO AOS ALUNOS
4) Utilizando algum dos recursos digitais da questão anterior, Você faz qual destas atividades:
a) Pesquisa na Internet;
b) Publica no Blog, textos e atividades sugeridas pelos professores;
c) Os alunos publicam no blog sua produção de conhecimento;
d) Você e seus colegas publicam nas redes sociais os conteúdos trabalhados ou a trabalhar em sala de aula;
e) Você e seus colegas trocam mensagens sobre ensino/aprendizagem por meio do correio eletrônico;
Mais uma vez está claro para ambos que sua utilização é limitada a conteúdos prontos o que se confirma pela resposta da questão 5.

 GRÁFICO 2 - QUESTIONÁRIO APLICADO AOS PROFESSORES
4) Utilizando algum dos recursos digitais da questão anterior, Você faz qual destas atividades:
a) Pesquisa na Internet;
b) Publica no Blog, textos e atividades para a comunidade escolar;
c) Os alunos publicam no blog sua produção de conhecimento;
d) Você e seus alunos publicam nas redes sociais os conteúdos trabalhados em sala de aula;
e) Você e seus alunos trocam mensagens sobre ensino/aprendizagem no correio eletrônico;
Gráfico 1                                                                 Gráfico 2

GRÁFICO 1 - QUESTIONÁRIO APLICADO AOS ALUNOS
5) Na escola, em geral, as Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC) são utilizadas:
a) Professores e alunos alimentam um blog com os trabalhos realizados por ele;
b) Usam o laboratório de informática para pesquisas generalizadas;
c) Publicam conteúdos da proposta curricular nas redes sociais;
d) As redes sociais são utilizadas para comunicações rápidas;
e) As redes sociais são utilizadas para avisos e comunicações sobre o cotidiano da escola;
 GRÁFICO 2 - QUESTIONA´RIO APLICADO AOS PROFESSORES E GESTORES
5) Na escola, em geral, as Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC) são utilizadas:
a) Professores e aluno alimentam um blog com os trabalhos realizados por ele;
b) Usam o laboratório de informática para pesquisas generalizadas;
c) Publicam conteúdos da proposta curricular nas redes sociais;
d) As redes sociais são utilizadas para comunicações rápidas;
e) As redes sociais são utilizadas para avisos e comunicações sobre o cotidiano da escola;

Gráfico 1                                                                          Gráfico 2

GRÁFICO 1 - QUESTIONÁRIO APLICADO AOS ALUNOS
6) Quais os maiores desafios para a integração das TDIC no cotidiano da escola
a) Falta de recursos físicos;
b) Falta de investimentos em TDIC;
c) Problemas de gerenciamento dos recursos disponíveis;
d) Desconhecimento, por parte dos professores sobre como utilizar as TDIC;
e) Não tem nenhum desafio;

GRÁFICO 2 - QUESTIONÁRIO APLICADO AOS PROFESSORES E GESTORES
6) Quais os maiores desafios para a integração das TDIC no cotidiano da escola
a) Falta de recursos físicos;
b) Falta de investimentos em TDIC;
c) Problemas de gerenciamento dos recursos disponíveis;
d) Desconhecimento, por parte dos professores sobre como utilizar as TDIC;
e) Não tem nenhum desafio;

Gráfico 1                                                                                                  Gráfico 2



Note-se nesta questão que os alunos acreditam que os professores e gestores conhecem os recursos digitais, mas gerenciam mal, ao passo que os professores se declaram desconhecer como se pode utilizar as TDIC.


GRÁFICO 1 - QUESTÕES APLICADAS AOS ALUNOS
7) Qual das sugestões a seguir você adotaria para fortalecer o processo da Cultura Digital na escola:
a) Renovar os equipamentos digitais da escola;
b) Preparar os professores para utilizar de modo adequado as TDIC na escola
c) As TDIC pouco ou nada têm para contribuir com o processo de ensino/aprendizagem
d) Organizar um blog na escola no qual os professores publiquem conteúdos, atividades e exercícios para os alunos;
e) Não tenho sugestão para sobre como usar as TDIC na escola

GRÁFICO 2 - QUESTÕES APLICADAS AOS PROFESSORES E GESTORES
7) Qual das sugestões a seguir você adotaria para fortalecer o processo da Cultura Digital na escola:
a) Renovar os equipamentos digitais da escola;
b) Preparar os professores para utilizar de modo adequado as TDIC na escola
c) As TDIC pouco ou nada tem para contribuir com o processo de ensino/aprendizagem
d) Organizar um blog na escola onde professores publiquem conteúdos, atividades e exercícios para os alunos;
e) Não tenho sugestão para sobre como usar as TDIC na escola

Gráfico 1                                                                                     Gráfico 2


Observe-se que na primeira questão, tanto professores quanto alunos afirmaram saber que as TDIC são recursos para  produção e transmissão de conhecimentos, nenhum deles utiliza com esta finalidade. Quando, nas questões 4 e 5 são perguntados sobre como utilizam ambos declaram que fazem pesquisas genéricas em páginas da WEB. É insignificante a proporção dos que utilizam um blog, como espaço para produção e socialização de saberes e muito pouco também o uso do correio eletrônico. Na questão de número 7, oito em cada dez professores acha que precisa ser mais bem preparado para utilizar as TDIC na escola.
Publicando este retrato da escola é possível compreender que a adoção das TDIC na educação será uma mola propulsora nas transformações sociais e nas novas formas de pensamento. Para isso, porém,  será necessário que a comunidade escolar, a começar pelos professores e gestores compreendam que a revolução tecnológica na educação se dará não necessariamente pelo uso de recursos didáticos de última geração, mas pela geração de novos conhecimentos e de dispositivos de processamento e comunicação destes conhecimentos com os recursos disponíveis.
“As TDIC estão aí para ajudar a compreender que o conhecimento não é exclusivo da sala de aula ou da escola, ele é fruto das relações das ações dos homens sobre os objetos... A educação não é um processo solto, isolado dos processos econômicos, políticos, culturais, sociais. É uma ação sistemática e crítica no processo social amplo da vida brasileira. A educação é um processo de construção, de formação, de aquisição de habilidades intelectuais, motoras e afetivas” (Cimadon, 2008, p. 51).
As respostas dadas por professores e alunos são coincidentes com o cotidiano da nossa escola. Um levantamento mais detalhado vai mostrar que o uso do laboratório de informática acontece em perfeita consonância com as respostas dadas nas questões 5 e  6 deste questionário. O uso de redes sociais é praticamente inexistente e a comunicação continua sendo por avisos e recados nos murais físicos da escola, nem ao menos um E-mail atualizado dos professores e gestores compõe um banco de dados para comunicação entre ambos.

Certamente fazer um Upgrade dos hardware da escola será necessário, mas é muito mais urgente a atualização dos professores para estes novos tempos que a educação está exigindo.