sexta-feira, 24 de outubro de 2014

CONSELHOS ESCOLARES

CONSELHOS ESCOLARES
ATIVIDADE DA PÁGINA 23
Escola de Educação Básica Professora Adelina Régis - Videira - SC
Cursista: Elcio Alberton


O processo de participação popular na gestão das instituições públicas é um processo que o Brasil recomeçou a aprender com o declínio da ditadura no final dos anos 1970. As greves do ABC e a constituição dos sindicatos e das Centrais Sindicais no início dos anos 1980 foram o germe dos conselhos paritários previstos na Constituição de 1988. No caso dos conselhos escolares, estes tem sua legislação prevista na LDB de 1996 que deixou aos estados e municípios a responsabilidade pela sua regulamentação e funcionamento.
Em Santa Catarina os conselhos deliberativos foram instituídos peloDECRETO nº 3.429, de 08 de dezembro de 1998, no artigo 2 o decreto prevê que sua constituição seja feita por representantes de todos os segmentos da comunidade escolar. O decreto estabelece como funções do Conselho: Deliberar diretrizes e metas do PPP, propor alternativas para melhorar a qualidade do trabalho escolar, coordenar a elaboração do regimento escolar e o cumprimento do PPP, apreciar e emitir parecer sobre o desempenho das metas, articular mecanismos de execução das políticas educacionais, recorrer a instâncias superiores quando não se julgar apto para propor soluções.
O decreto prevê a proporcionalidade representativa entre os segmentos a qual deve ser garantida por meio de eleição  direta e secreta.
No caso da Escola de Educação Básica Professora Adelina Régis em Videira – SC, os professores cursistas tiveram acesso ao livro atas de constituição do Conselho Deliberativo da Escola, o qual foi constituído a primeira vez no início da década de 2000, e depois, segundo diálogos estabelecidos entre os cursistas, “deixado morrer” porque não estava cumprindo sua função.
No início do ano de 2013, encontra-se uma ata de constituição do Conselho Deliberativo. A ata descreve a reunião de alguns membros da comunidade escolar com a diretora da escola que nomeou o Conselho Deliberativo, o qual não fez nenhuma reunião desde a sua instalação. A segunda ata desta nova etapa do conselho é a fotocopia de uma ata de reunião que teria sido realizado pelo conselho sob a presidência da Gerente Regional de Educação, cuja finalidade foi confirmar os nomes dos novos assessore de direção da escola que já haviam sido nomeados para o ano letivo de 2014 por indicação político partidária.
Note-se que a existência deste conselho comprova mais uma vez que a gestão democrática da escola, nestas condições é um sonho impossível. E mesmo existindo legalmente o Conselho Deliberativo ele não tem legitimidade.
Chama a atenção nas discussões sobre a constituição e o papel do conselho a falta de clareza sobre a importância e papel desta instância no cotidiano da escola e pior que isso mesmo professores que supostamente conhecem tudo sobre democratização e participantes da direção do sindicato dos professores afirmarem que é inútil convocar a comunidade para a participação, pois “ninguém quer nada com nada”. Neste contexto não é estranho que qualquer voz dissonante seja entendida como “mosca que pousou na sua sopa”
Nota-se no caso em referência que a existência do Conselho, como afirma o módulo V, não é uma garantia de democratização da gestão, já que o processo mediante o qual foi constituído nada tem de participativo e nenhuma decisão foi tomada mediante consulta e expressão dos representados. O módulo V também fala da possibilidade de manipulação e legitimação de decisões autoritárias dos grupos que detém o poder.
Certamente a primeira medida a ser tomada é estabelecer processo de transparência a capacidade de tomar decisões coletivas e quebrar os limites autoritários que se escondem nas práticas supostamente participativas.

Compreender os conselhos como espaço pedagógico é ainda um longo caminho para a gestão democrática da educação em Santa Catarina.

GRÊMIO ESTUDANTIL OU CENTRO CÍVICO?

GRÊMIO ESTUDANTIL OU CENTRO CÍVICO?
Caderno V página 29
Escola de Educação Básica Professora Adelina Régis - Videira - SC
Cursista: Elcio Alberton


Parte significativa do atual corpo docente das escolas é egresso do sistema de ensino vigente durante a ditadura militar. Não é estranho que reproduzam conceitos e práticas antidemocráticas, já que são frutos do cerceamento de liberdades característicos daquele período. Em relação ao Grêmio Estudantil facilmente poderá ocorrer uma confusão das suas funções, finalidades e a própria constituição com similaridade ao que eram os Centro Cívico das escolas da ditadura.
No caso do Grêmio Estudantil, diferente dos conselhos escolares, cuja regulamentação ficou por conta dos estados e municípios, o Grêmio estudantil é legislado pela Lei 7.398 de 04/11/1985, e pela lei 8.069 de 13/07/1990 (ECA) no seu artigo 53 item IV: “– Direito de organização e participação em entidades estudantis”.
A novidade desta regulamentação reside no fato que a constituição do Grêmio Estudantil é uma iniciativa do próprio aluno que contará apenas com o estímulo dos professores, neste caso o sujeito e protagonista é o estudante.
Um dos maiores equívocos do Grêmio estudantil é a redução da sua atividade a realização de eventos e promoções. Facilmente o grêmio esquece sua responsabilidade de promoção de debates sobre o projeto pedagógico da escola e sobre a vida cidadã dos estudantes e das suas famílias.
Incentivar e facilitar a organização de processos democráticos é também um processo de compreensão do sentido participativo da gestão de uma unidade escolar. Certamente a finalidade mais importante da organização estudantil é o desenvolvimento de uma ampla e livre participação na tomada de decisão da sua escola.
No caso da Escola de Educação Básica Professora Adelina Régis – Videira, mais uma vez a discussão entre professores redundou numa significativa falta de democracia e desconhecimento das finalidades e regulamentação deste órgão representativo. Consta que em algum tempo da história recente da unidade educacional, o grêmio  existiu, mas foi “deixado morrer”. No plano de gestão apresentado pela atual diretora como proposta da sua atividade gestora da unidade consta como uma das ações democráticas da dimensão administrativa da escola: “Articular com a equipe de Assistentes Técnicos Pedagógicos a eleição do Grêmio Estudantil”.  Tal proposição não precisa grandes explicações para compreender que revela uma absurda falta de compreensão do que é gestão democrática  bem como da legislação   e da literatura que regulamenta a constituição do grêmio estudantil.

ATIVIDADES DO CURSO DO SISMEDIO - PACTO PELO FORTALECIMENTO DO ENSINO MÉDIO

ESCOLA DE EDUCAÇÃO BÁSICA PROFESSORA ADELINA RÉGIS
PROFESSOR: ELCIO ALBERTON

CADERNO V
Atividade da página  38


GESTÃO DEMOCRÁTICA ENTRE A ILUSÃO E A UTOPIA

A palavra utopia na sua etimologia significa uma possibilidade a ser alcançada, ao contrário de ilusão cujo significado permanece no campo dos sonhos e do irrealizável. No que se refere à gestão democrática da educação é pertinente começar por desmontar algumas barreiras que as práticas antidemocráticas criaram nas diversas instâncias de governo ao longo da história.
O conceito cristão que expressa o papel de servidor atribuído aquele que ocupa alguma função de responsabilidade, na história brasileira foi entendido contrariamente, ou seja, os que ocupam cargos públicos frequentemente fizeram-se reconhecer como sujeitos a serem servidos e as instituições a que prestavam serviço eram colocadas a seu interesse, situação que o caderno V chama de “patrimonialismo”. Não é raro ainda na atualidade que servidores públicos usem do seu posto de serviço para exercer poder e desfrutar de influência social, exigindo obediência e respeito. Por sua vez a sociedade, que não foi habituada e raramente respeitado o seu direito à participação também seu curva a esse tipo de comportamento e interesse entendendo o papel do servidor e da instituição como um favor que lhe é devido e não como um direito que lhe é garantido.
A redemocratização do País, as garantias constitucionais, o papel dos conselhos paritários fizeram modificar significativamente essa compreensão e prática, mas ela ainda esta presente no inconsciente coletivo e nas equívocas interpretações da legislação ou no desconhecimento delas por uma parcela significativa da população.
Ao contrário de patrimonialismo, espera do servidor e das instituições o desenvolvimento da autonomia que não pode e nem deve ser confundida com “anarquia” ou falta de regulação, mas capacidade de caminhar em direção à sua meta respeitada a visão e a missão que lhe é própria  ou para a qual foi instituída na sociedade.
No caso da educação um espaço significativo de participação na sua gestão se deu com a realização da Conferência Nacional de Educação (CONAE) que redundou no Plano Nacional de Educação (PNE 2014 – 2024).
O PNE, uma vez aprovado precisa ser acompanhado pela sociedade a fim de que suas metas sejam efetivadas em todos os níveis das unidades federadas.
Esse é um processo que precisa envolver a todos e ser entendido como uma conquista e não como um favor. Todavia a falta de democracia na gestão da escola, instituição ainda marcada pelo corporativismo, pelas disputas internas, pelos grupos de interesses, pela hierarquização, no interior das escolas e da educação nos estados e municípios, outras vezes resultados da insuficiente preparação humana e intelectual e da falta de investimento na preparação dos sujeitos para relacionamentos interpessoais.
A excessiva hierarquização das instituições públicas que são também ralos burocráticos ainda permite aos diretores de escola deter o controle por meio da “última palavra”, ou do “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Neste sentido é comum a falta de responsabilidade coletiva em detrimento do cumprimento de responsabilidades individuais.
Outro problema na gestão da educação são os grupos corporativos que se formam no interior das instituições, os quais em lugar de espaços democráticos se juntam em torno de interesses cuja finalidade é fazer predominar a sua perspectiva.
Neste contexto o maior desafio para uma gestão democrática é criar oportunidades de participação de modo sistemático com todos os seus envolvidos. Sobretudo, os pais, apresentam dificuldades de participação em decorrência das situações econômicas, culturais, e institucionais, (Paro 1997, p.54) ambos os fatores empurram os pais para o silêncio, pois fazem com que se considerem inferiores no interior das instituições.
Desenvolver nos pais o conceito de participação ativa é uma necessidade imperiosa para superar a prática patrimonialista presente também no cotidiano das unidades escolares em Santa Catarina bem como nas Gerências Regionais de Educação.
Na Escola de Educação Básica Professora Adelina Régis algumas práticas patrimonialistas já foram enumeradas no que se refere a constituição dos conselhos e a efetivação do grêmio estudantil. Aqui também os pais não são estimulados para a participação, quando chamados para a escola  a convocação é de caráter patrimonialista cuja finalidade é informa aos pais que “seu filho é indisciplinado” ou “não está cumprindo o regimento escolar”. Nas ocasiões em que os pais são convocados para reuniões são reunidos num grande auditório onde assistem passivamente a uma palestra sobre temas que algumas vezes são alheios à educação. E em seguida recebem as informações sobre as normas da escola e o calendário.
Nossa escola não tem um regimento interno, o contrato pedagógico não foi feito com a participação da comunidade escolar e o PPP é constituído por uma colcha de retalhos com repetições inúteis e incompreensíveis para muitos, tanto quanto desconhecido por boa parte dos professores.  

Romper com esta cultura viciada e arcaica implica antes de tudo formação dos docentes e gestores para a participação e para a democracia. 

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

ATIVIDADES DO CURSO DO SISMEDIO - PACTO PELO FORTALECIMENTO DO ENSINO MÉDIO

GESTÃO DEMOCRÁTICA DA EDUCAÇÃO OU GESTÃO DEMOCRÁTICA DA ESCOLA
(Caderno V página 12)
Cursista: Elcio Alberton 
Gerir democraticamente a escola, num contexto onde falta democracia na gestão da educação é um desafio que precisa ser superado com criatividade e competência. Envolver a comunidade escolar é muito mais  do que fazer reuniões onde todo mundo fala o que quer. Gerir democraticamente a educação implica exercitar o diálogo respeitando as diferenças em vista de processos que sejam efetivados no cotidiano onde não tenha lugar para estrelismos e exclusões. (Cf. BRASIL/MEC/SEB. 2004.p.26).
As ações executadas merecem passar por avaliação, o que não significa discussão sem propósitos, ataques pessoais, ou desvalorização do trabalho, mas oportunidade para que as próximas atividades não incorra  nos mesmos erros.
Fazer da participação uma ação democrática significa dialogar e deliberar coletivamente com respeito às posições divergentes. Criar mecanismos de participação supõe ultrapassar a fronteira da conversa piedosa sem chegar ao discurso raivoso da superposição de uns sobre outros onde existam vencedores e vencidos.

Gestão escolar implica criar e dar voz às instâncias deliberativas  e de representação de classe capazes de criar espaço de responsabilidade coletiva. 

ATIVIDADES DO CURSO DO SISMEDIO - PACTO PELO FORTALECIMENTO DO ENSINO MÉDIO

SITUAÇÕES VIVIDAS NA ESCOLA QUE PODEM SER OBJETO DE DECISÕES COLETIVAS

(Caderno V página 18)
Cursista: Elcio Alberton
Fazer acontecer gestão democrática, como já se disse no início deste caderno V, repetindo afirmações já feitas no caderno II embasadas na legislação vigente, implica mais do que colocar em prática o que determina a lei. No processo de formação inicial dos docentes e na formação continuada falta a percepção de que formação docente não pode se limitar a técnicas didáticas, pedagógicas e conhecimento de leis e princípios. Um dos sérios limites na educação é a formação humana, questões relativas ao SER do professor, à pessoa com suas limitações e necessidades humanas.
A capacidade de organizar reuniões e discussões que redundem em discussões produtivas e evitem posturas corporativas e a criação de grupos internos. Isso significa facilitar aos envolvidos a disposição para conversar sobre problemas do cotidiano com maturidade que não envolva interesses pessoais e favoritismos. Gestão democrática não se resume a realização de reuniões que não chegam a lugar nenhum. As discussões coletivas exigem capacidade de argumentação com conhecimento de causa, não basta todo mundo falar tudo, é precisa falar sabendo o que se diz, com fundamentos legais pedagógicos e humanos.
A função de quem dirige uma instituição escolar consiste também na capacidade de criar diálogo sincero entre as partes. Gestão democrática não permite “puxação de tapete”, “culto ao ego do chefe”, “insensação de personalidades”, “desconstrução da imagem alheia”.
Gestão democrática pede muito mais do que respostas rápidas, superficiais, atribuição de culpas e punições. Não faltam motivos para que se estabeleçam processos de gestão democrática coletiva e obviamente o primeiro deles reelaborar coletivamente e com ampla participação o PPP da Escola.
Em nossa escola algumas situações clamam por participação que se sobreponha a realização de reuniões onde todo mundo fala e se toma decisões corporativas.  Para elencar algumas conforme pede a tarefa:
1)            O que você sabe sobre a construção do plano de gestão escolar que foi apresentado pela diretora em abril de 2014?
2)            Como se deu o processo de escolha dos membros do Conselho Deliberativo da Escola? Quando ocorrem as reuniões quais foram os últimos encaminhamentos?
3)            Como se desenvolveu o processo de seleção dos professores orientadores de estudo no programa do SISMEDIO?
4)            Quem e com que critérios foram promovidos a discussão para implantação das “Provas de Recuperação Bimestral”. Do modo como estão sendo aplicadas contraria a resolução 158 do Conselho Estadual de Educação, sobre avaliação escolar. O Plano de Gestão Escolar (PGE) apresentado por nossa escola foi reprovado também neste particular.
5)            Houve alguma consulta à comunidade escolar para a criação do Grêmio Estudantil? Também neste ponto o PGE recebeu avaliação negativa.
6)            Quais critérios foram levados em conta na organização da comemoração dos 80 anos da escola que, embora impecável do ponto de vista organizacional, foi um desastre em termos de inclusão e de participação dos interessados?
7)            Nossa escola repete problemas há anos para os quais se apresentam as mesmas sugestões dadas pelas mesmas pessoas e aplicadas nos mesmo moldes que se mostram ano após ano ineficaz. O que fazer?
A conclusão desta reflexão não poderia ser de outra forma se não repetir a pergunta que encerra a atividade da página 18:
Que sugestões esse grupo poderia oferecer para que, em novas situações  ocorridas na escola, o processo de discussão e de deliberação possa acontecer?

A meu modo de ver a criação de espaços onde a palavra seja ouvida integralmente com conclusões firmadas em princípios legais e com capacidade para vencer os estrelismos e favoritismos muito presentes no cotidiano da escola, em que algumas situações beiram o ridículo da “lei de Gerson”.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

ATIVIDADES DO CURSO DO SISMEDIO - PACTO PELO FORTALECIMENTO DO ENSINO MÉDIO

OPS, VAMOS TECLAR?
(Atividade relativa ao Caderno II página 29)



 Cursista: Elcio Alberton
As discussões  sobre o conflito de gerações são um tema muito querido por psicólogos, psicoterapeutas, educadores familiares, religiosos e uma infinidade de outros profissionais que lidam com relações familiares.
O pano de fundo desta que é uma situação delicada para a vivência cordial e responsável no interior das famílias ganhou um inimigo muito poderoso com o advento das redes sociais.
Dá para contar nos dedos a família que não tenha pelo menos 2 aparelhos celulares em casa. O acesso às redes sociais é também uma realidade em pelo menos 85% das residências brasileiras.
Não precisa ser muito instigador para dar-se conta que qualquer aglomerado de jovens está permeado pela troca de informações digitais. Esta fantástica forma de comunicação revela personalidades e esconde interesses que são maquiados pelos bordões característicos dos grupos.
Raramente uma pessoa que não faz parte do grupo consegue entrar na roda de conversas e muito menos entender as gírias utilizadas por eles. Com muita insistência pode ser que um adulto consiga trocar qualquer informação que seja restrita aos grupos.
Com boa dose de habilidade será possível estabelecer alguma relação e eventualmente falar sobre temas relativos ao cotidiano da escola e do dia a dia dos estudantes bem como sua relação com a comunidade escolar.
O uso das redes sociais pelos professores para contato com alunos quase sempre é entendida como uma invasão na  sua privacidade. É muito comum as turmas organizarem grupos entre si, mas não aceitar neles a presença dos professores e dos pais.
Sem querer os pais acabam facilitando a falta de diálogo entre os pares. Recentemente ouvi  uma mãe empolgada dizendo que havia finalmente entrado na cultura digital e que agora se sentia muito bem pois, pela manhã e no horário das refeições enviava um whatsapp para os filhos que estavam em distintos ambientes da casa,  informando e convidando-os para o evento em referência.
De algum modo, a sociedade que se diz madura e responsável pelos jovens também perdeu a importância do diálogo presencial e facilitou a comunicação que “aproxima o que está longe e isola quem está perto”.
A Experiência com a dança do passinho foi uma maneira encontrada para fazer convergir as diferentes linguagens na escola repleta de muitos saberes. Sintonizar os interesses dos vários membros da comunidade escolar continua sendo um dos grandes desafios para a escola e para os educadores.
Muito mais difícil ainda é descobrir o ponto de partida, ou seja, aquilo que os alunos já sabem, e muitas vezes, mais que os professores, para proporcionar uma socialização de outros saberes que façam convergir os diversos interesses.  

ATIVIDADES DO CURSO DO SISMEDIO - PACTO PELO FORTALECIMENTO DO ENSINO MÉDIO

CURRÍCULO ENSINADO E CURRÍCULO VIVENCIADO
Caderno III – página 44


Cursista: Elcio Alberton
“Organize uma roda de diálogo com os jovens alunos da escola e com seus colegas professores; – sobre o currículo da escola; sobre o currículo vivido por estes alunos; sobre o sentido do conhecimento escolar, das experiências vividas mediadas por esse conhecimento e sobre a necessidade de outros conhecimentos e abordagens; conduza de modo a fazer emergir propostas, sugestões de outros encaminhamentos para o currículo, para as disciplinas e para outros arranjos curriculares, considerando as dimensões do trabalho, da ciência, da cultura e da tecnologia”.
Um dos desafios mais pertinentes das comunidades escolares reside na efetiva participação dos sujeitos no processo de construção da escola e da gestão escolar. Também no que se refere ao currículo no sentido  de experiências vividas e construídas pelos interessados no processo igualmente se apresenta enorme  defasagem histórica e pedagógica.
Normalmente os projetos e programas educacionais são desenvolvidos para os alunos e raramente com eles. Mesmo em escolas onde acontecem diversos projetos de interação multidisciplinar estas ações podem se enquadrar na máxima romana do “pão e circo”. Em outra dimensão elas são apenas ações culturais destinadas a oferecer aos alunos oportunidades diferenciadas de estar na escola.
A rigor o problema da participação é o maior gargalo das propostas e matrizes curriculares e disciplinares nas unidades escolares. Antes mesmo que os alunos iniciem o processo de construção de arranjos curriculares nas dimensões do trabalho, da ciência, da cultura e da tecnologia há que se construírem espaços de gestão democrática.
A despeito do foco oferecido pelo texto dos cadernos de formação do SISMEDIO, nenhuma das atividades sugeridas pelos cadernos foi desenvolvida pelo grupo de cursistas, nem mesmo em caráter precário. 

ENSINO/APRENDIZAGEM PARA A VIDA
Caderno III – página 35
 Cursista: Elcio Alberton

“Em vista dessa consideração, escreva um texto no qual você evidencie as contribuições do que você ensina para o desenvolvimento da autonomia intelectual e moral de seus alunos”.
Considerando as finalidades do Ensino Médio (EM) na disciplina de filosofia procuramos ler e analisar os temas e textos da história da filosofia com o cotidiano dos alunos. O resgate dos textos de diversos filósofos a reflexão deles de forma não linear estabelecendo uma interconexão com o cotidiano do aluno, respeitando a interdisciplinaridade dentro da própria área temática e com as demais disciplinas tem sido uma constante no programa de conteúdos da disciplina de filosofia durante todo o ano de 2014.
O respeito pela matriz curricular e a avaliação  das atividades levando em conta o comprometimento do aluno na realização de cada uma delas de modo a contemplar um conjunto orgânico da vida do aluno  para vida dele na sociedade.
Tanto os momentos presenciais quanto as produções dos alunos em sala de aula e extraclasse são diversificadas utilizando diferenciadas formas de linguagem com uso frequente das Tecnologias Digitais de Comunicação e Informação.

Como não poderia deixar de ser o desenvolvimento do pensamento crítico e do raciocínio lógico com perguntas que relacionam os saberes teóricos com os desafios da vida profissional em que estão inseridos os alunos.

ATIVIDADE DO SISMEDIO MÓDULO III PÁGINA 27
CONVERSANDO SOBRE AS DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS
 Cursista: Elcio Alberton

Quais as proposições que mais geraram debate? A que você atribui que tenham sido essas as questões mais polêmicas?
Faça o registro dessa atividade e socialize com os demais professores cursistas.
Compreender a educação como um processo de produção e socialização da cultura e da vida é um dos desafios mais pertinentes no cotidiano das escolas. Compreender a escola não como uma “alfândega” repleta de regras, normas, de segmentos e uniformemente pensada que não permite adequação dos modos de aprendizagem é uma meta que mira a reinvenção ou ressignificação da escola.
Centrar a escola no diálogo, na colaboração, nas pessoas e na aprendizagem implica estabelecer novos referenciais que valorizem e reconheçam as diferenças tendo foco no Projeto Político Pedagógico (PPP) construído com ampla participação de todos os segmentos da comunidade escolar.
A superação da fragmentação curricular e a garantia da permanência, da aprendizagem vislumbrando a conclusão dos estudos  ainda estão longe da unanimidade pensante no mundo da educação. Promover a reflexão crítica com apropriação de referências capazes de mirar a continuidade dos estudos e a preparação básica para o trabalho com exercício da cidadania.

A compreensão do que seja transversalidade entre eixos temáticos, disciplinas e áreas do conhecimento sem dilui ou excluir os componentes curriculares  mas garantindo a construção de relações fortalecidas da ciência com a cultura e a realidade, continuam sendo desafios para aplicar a DCNEM.


ATIVIDADE DA PÁGINA 17 DO MÓDULO III – DO SISMEDIO
Cursista: Elcio Alberton

Que relações existem entre o que eu ensino e o mundo do trabalho, da ciência, da tecnologia da cultura? Registre esse debate e compartilhe as
conclusões em suas redes de contato.
DCNEM:
Art. 13. As unidades escolares devem ter presente na organização curricular:
I - as dimensões do trabalho, da ciência, da tecnologia e da cultura como eixo integrador
entre os conhecimentos de distintas naturezas, contextualizando-os em sua dimensão histórica
e em relação ao contexto social contemporâneo;
No cotidiano da escola a relação de conteúdos dados como informação aos alunos está completamente alheio á realidade do mundo do trabalho. Não obstante a matriz curricular do ensino médio inovador contemplar a disciplina de “Empreendedorismo”, nem alunos nem o corpo docente de clareza da sua finalidade e das implicações que esta temática tem para o cotidiano da escola e da comunidade escolar.
É quase impossível fazer uma relação entre empregabilidade e educação. Mesmo constatando diariamente a perca de alunos do ensino médio em tempo integral que trocam de escola ou turno para ingressar no mercado de trabalho, os professores continuam afirmando que um dos problemas do País é a falta de emprego. Não é raro, na escola que oferece ensino médio em tempo integral, encontrar nos corredores, nas salas de aula e nos murais avisos com estas palavras: “Contrata-se jovens maiores de 16 anos para trabalho temporário”.
Nem mesmo na disciplina de sociologia se faz qualquer trabalho sobre a relação emprego, trabalho, remuneração, direito trabalhista e garantias sociais. Nossos alunos e poucos professores sabem falar com desenvoltura sobre a carga tributária que incide sobre a folha de pagamento. Raramente um professor sabe falar sobre garantias sociais na relação trabalho e emprego.
Em relação à tecnologia, recente pesquisa, realizada na escola constatou que nem alunos, nem professores utilizam os recursos tecnológicos para a produção de conhecimento ou para o intercâmbio cultural. A maioria absoluta constatou que usa a internet para pesquisa genérica.
Curiosamente o próprio SISMEDIO que oferece todo o material na forma digital, algumas vezes tem dificuldade de ser realizada uma fase presencial, porque as apostilas não foram impressas. Note-se que um grupo com mais de 60 professores participando do projeto, não há socializações virtuais do conhecimento produzido.

Diante destas evidências não parece temeroso afirmar que entre o que se ensina, o mundo do trabalho, a ciência e a tecnologia a relação está há anos luz. 

ATIVIDADES DO CURSO DO SISMEDIO - PACTO PELO FORTALECIMENTO DO ENSINO MÉDIO

ESCOLA DE EDUCAÇÃO BÁSICA PROFESSORA ADELINA RÉGIS
VIDEIRA –SC
PACTO PELO FORTALECIMENTO DO ENSINO MÉDIO
CURSISTA: ELCIO ALBERTON
ATIVIDADE DO CADERNO IV – Página 17
EDUCAÇÃO ALIMENTAR UMA LIÇÃO DE VIDA
Justificativa:
Dentre as finalidades do ensino médio, de acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Médio (DCNEM), destaca-se a continuidade dos estudos, a preparação para o trabalho e o exercício da cidadania. Neste sentido, tratar da Educação Alimentar e Nutricional se constitui numa forma de exercício da cidadania.
Objetivo Geral:
Desenvolver de forma integrada na unidade escolar um projeto de educação alimentar e nutricional que facilite a superação de políticas curriculares fragmentadas e que seja capaz de promover uma reflexão crítica sobre os padrões culturais da comunidade escolar.
Objetivos Específicos:
Provocar nos alunos o interesse pelo conhecimento dos produtos que compõe a alimentação escolar;
Estimular na comunidade escolar a preocupação com o trabalho que envolve a produção do que é oferecido na alimentação escolar;
Valorizar a alimentação escolar como instrumento promotor de educação alimentar;
Proporcionar a análise crítica sobre custos de produção e valor nutricional dos alimentos que compõe o cardápio da alimentação escolar;
Estratégias:
Por meio de uma palestra com alunos e professores da unidade escolar sobre o papel da agricultura familiar na alimentação escolar. Na continuidade solicitar à nutricionista da empresa fornecedora da merenda escolar uma entrevista sobre os valores nutricionais da merenda escolar. Neste contexto garantir aos alunos o acesso aos produtos disponibilizados para o cardápio da merenda escolar permitindo que conheçam os componentes in natura e que serão oferecidos processados e cozidos para as refeições na escola.
Atividades:
1)      Palestra com o Coordenador do Sindicato da Agricultura Familiar de Dionísio Cerqueira;
2)      Realização de entrevista com a nutricionista da empresa NUTRIPLUS;
3)      Assistir ao vídeo O caminho da segurança alimentar no Brasil;
4)      Produção de um vídeo com depoimentos de alunos, professores, gestores e merendeiras da escola sobre a alimentação escolar;
Áreas envolvidas
Ciências Humanas: (Sociologia, Filosofia, História e Geografia) – organização da palestra e dos espaços para o evento. Proporcionar espaço de discussão sobre a história da agricultura familiar os espaços geográficos ocupados por esta forma de produção alimentar. Questionar com a comunidade escolar as implicações sociais e laborais da população envolvida na agricultura familiar.
Matemática: Realizar cálculos com percentuais dos valores nominais da produção e comercialização dos produtos da agricultura familiar, incluindo áreas onde são produzidos e importância para a economia local;
Ciências da Natureza: (Química, Física, Biologia) – Estudar com os alunos a composição nutricional dos alimentos em física considerarem os processos de aceleração e movimentos no processo de produção, transporte e armazenamento da alimentação escolar. Em química tratar questões relativas massa molar, volume molar, quantidade de matéria e cálculos estequiométricos.
Avaliação:
Produzir com a comunidade escolar uma proposta de cardápio para a alimentação escolar considerando os hábitos alimentares da comunidade local e que leve em conta a utilização dos produtos da agricultura familiar na região.
Publicar o cardápio no blog da escola permitindo que sua socialização provoque comentários sobre os temas tratados em sala de aula.
Bibliografia:
1)      CONSUMO SUSTENTÁVEL: Manual de educação. http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/publicacao8.pdf, acesso em 11/10/2014. Brasília: Consumers International/ MMA/ MEC/ IDEC, 2005. 160 p.
2)      REVISTA MUNDO JOVEM, Porto Alegre, PUCRS, Agosto de 2014, página 17.


3)      O caminho da segurança alimentar no Brasil. https://www.youtube.com/watch?v=1sHrxvC73GE, acesso em 10/10/2014

ATIVIDADES DO CURSO DO SISMEDIO - PACTO PELO FORTALECIMENTO DO ENSINO MÉDIO

CARTA AOS ESTUDANTES

ATIVIDADE RELATIVA AO CADERNO II PÁGINA 60 
CURSISTA: ELCIO ALBERTON
Olá bonito(a)!
Hoje quero falar com  Você.
Você aluno(a) é inteligente e capaz de perceber o esforço que o professor tem feito para estar próximo das suas necessidades. Você sabe que muitas vezes tento  aproximação com uma palavra que até parece “deboche”. Outras vezes arrisco uma proximidade física, tento acariciar seu rosto, brincar com seu cabelo, bater no seu ombro. Não poucas vezes fui mal interpretado em todas essas iniciativas.
Você também sabe que tenho feito esforço significativo para compreender suas dificuldades e particularidades, mas que também sou exigente e algumas vezes intransigente. Prazos, qualidade das atividades, cumprimento de horários, cuidado com o material didático para a matéria são quase uma obsessão para mim. 
Para quem foi meu aluno em 2013, percebeu que fiz uma mudança radical no modo de me relacionar com os alunos e na didática das aulas. Neste ano a preparação dos conteúdos, os exercícios, o  contrato pedagógico que estabelecemos no início do ano, a alteração do contrato no segundo semestre com a organização das equipes de trabalho foram todas iniciativas que ajudaram no desempenho de nossa atividade e na melhora das relações entre nós.
Mas, apesar disso percebo que ainda estamos com dificuldade de falar a mesma linguagem, algumas vezes parece que falo “grego” ou “mandarim”. Tenho muita vontade de conhecer melhor você, saber das suas dificuldades e ser um “ombro amigo”. Ganhar sua confiança!
Você sabe que sempre fui um entusiasta em relação ao uso das tecnologias digitais de comunicação. Vou lhe fazer um desafio e confiar na sua seriedade. Ao final desta carta faça comentários, pode ser anônimo. Diga o que Você quer que o professor modifique no seu modo de trabalhar para ajudá-lo, bem como para colaborar com as próximas gerações de alunos que terão contato conosco.
Afinal de contas o principal objetivo do professor e da escola é facilitar ao aluno(a) aprender e que permanecendo na escola ele(a) conclua com sucesso o ensino médio. Vamos procurar juntos um caminho para ter mais êxito nessa empreitada.
Conto com Você!
Professor Elcio Alberton

ATIVIDADES DO CURSO DO SISMEDIO - PACTO PELO FORTALECIMENTO DO ENSINO MÉDIO

ELEIÇÕES GERAIS NO BRASIL EM 2014
Atividade do caderno IV página 37
Elaboração de uma proposta curricular integrada
CURSISTA: ELCIO ALBERTON


ELABORAÇÃO
RESULTADO
As eleições de 2014, no Brasil se constituem no mais importante processo de redemocratização do País desde a década de 1980. Neste processo está presente o voto facultativo aos jovens entre 16 e 18 anos que vem criando  uma cultura de participação envolvendo questões econômicas como o financiamento de campanhas, a adoção da urna eletrônica e do voto digital. No processo eleitoral são discutida a ocupação e distribuição do solo, bem como a produção e distribuição de renda.
1)      Estudar os momentos na história do País em que houve eleições livres;
2)      Tratar da participação da sociedade e da importância dos MCS no processo de decisão do voto;
3)      Realizar cálculos a partir dos números e das pessoas envolvidas e beneficiadas com os financiamentos de campanha;
4)      Tratar das questões da produção com preservação  e distribuição de renda;
5)      Analisar do ponto de vista gramatical os discursos e aforismos dos candidatos;
6)      Estudar as repercussões internacionais dos fatos que marcam  vida política nacional;
Fundamentação teórica, com base na pesquisa bibliográfica sobre os temas.
Estudar questões relativas à democracia, cidadania, teorias de trabalho e emprego, percentagem e cálculos, implicações físicas das mudanças climáticas decorrentes da infraestrutura básica para o País, semântica, interpretação de texto, densidade demográfica, leis da inércia.
Considerar quais componentes curriculares precisará dedicar mais tempo em cada área temática para o estudo do fato.
Associar os conteúdos propostos com o envolvimento dos alunos e da comunidade escolar no processo de delegação de poder aos candidatos que se apresentaram para os diversos cargos no pleito.
Facilitar aos educandos compreender as questões da democracia, da cidadania, da escola, com a gestão democrática da escola, grêmios e órgãos representativos dos estudantes, das associações de moradores e clubes de serviço.
Levar os educandos a interagir com o processo eleitoral e com os diversos processos de gestão democrática que estão ou deveriam estar presentes no seu cotidiano.
Perceber que além dos aspectos já tratados no todo desta compreensão conceitual, outras áreas do conhecimento também podem ter sua participação neste aprendizado.
Promover com os estudantes um debate sobre gestão democrática na escola e organização de organismos representativos da comunidade escolar.